Se você está planejando uma viagem para Florianópolis e se pergunta qual desses animais é protegido pelo projeto tamar, saiba que a resposta está bem pertinho da Pousada Estação Sol e Lua. Tartarugas marinhas são os principais protagonistas dessa iniciativa de conservação, e você pode conhecer de perto o trabalho realizado na Barra da Lagoa, onde nossa pousada está localizada. O Projeto Tamar é uma referência mundial em proteção dessas espécies ameaçadas, e estar hospedado próximo a esse centro permite vivenciar a importância da preservação marinha durante sua estadia.
A região da Barra da Lagoa oferece muito mais que apenas informações sobre conservação ambiental. Aqui você encontra praias tranquilas, piscinas naturais cristalinas, trilhas ecológicas e a autêntica cultura açoriana que caracteriza Florianópolis. Nossa pousada é o ponto de partida perfeito para explorar essas atrações, com acomodações confortáveis à beira-mar e fácil acesso aos principais pontos turísticos da região leste da ilha.
Combine seu interesse por ecoturismo e educação ambiental com momentos de descanso e lazer à beira do mar, tudo isso em um só lugar, onde natureza e conforto caminham juntos.
Qual Animal é Protegido pelo Projeto TAMAR? A Resposta Direta
O Projeto TAMAR protege exclusivamente as tartarugas marinhas — e, no Brasil, são cinco as espécies que vivem, se alimentam ou desovam ao longo do litoral nacional. O nome TAMAR é, inclusive, uma contração de TArtarugas MARinhas, o que já entrega a resposta de forma bastante direta. Criado em 1980 pelo IBAMA em parceria com a Fundação Pró-TAMAR, o projeto atua em mais de 1.100 quilômetros de praias brasileiras, monitorando ninhos, resgatando filhotes e educando comunidades costeiras sobre a importância da conservação desses répteis.
Para quem visita a Barra da Lagoa, em Florianópolis, o tema é especialmente relevante: a base local do Projeto TAMAR é um dos pontos turísticos mais procurados da região, onde é possível observar tartarugas de perto, entender o ciclo de vida desses animais e acompanhar o trabalho dos pesquisadores. Se você está planejando uma estadia na região e quer aproveitar essa experiência, vale organizar a visita com antecedência — a pousada pé na areia na Barra da Lagoa é uma excelente base para explorar o TAMAR e outras atrações do entorno.
As 5 Espécies de Tartarugas Marinhas Protegidas pelo Projeto TAMAR no Brasil
Tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea): a maior de todas
A tartaruga-de-couro é o maior réptil vivo do planeta, podendo ultrapassar 900 kg e 2 metros de comprimento. Ao contrário das demais espécies, não possui casco rígido com escamas — seu dorso é coberto por uma pele coriácea com cristas longitudinais, daí o nome popular. Alimenta-se quase exclusivamente de águas-vivas e realiza migrações transoceânicas impressionantes. No Brasil, desova principalmente no litoral norte do Espírito Santo e no sul da Bahia. É classificada como vulnerável pela IUCN globalmente, mas algumas subpopulações estão criticamente ameaçadas.
Tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea): a mais abundante no litoral brasileiro
Menor que as demais espécies protegidas pelo TAMAR, a tartaruga-oliva pesa entre 25 e 50 kg e recebe esse nome pela coloração esverdeada-olivácea do casco. É a espécie mais numerosa no litoral brasileiro e tem como característica marcante a arribada — evento em que milhares de fêmeas desovam simultaneamente em uma mesma praia, num fenômeno sincronizado raro na natureza. Apesar da abundância relativa, permanece classificada como vulnerável devido à captura acidental em redes de pesca e à degradação de praias de desova.
Tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta): a mais comum nas praias de desova
A tartaruga-cabeçuda é a espécie com maior número de ninhos registrados pelo Projeto TAMAR no Brasil, especialmente nas praias do Espírito Santo e da Bahia. Seu nome vem da cabeça proporcionalmente grande, dotada de mandíbulas fortes que permitem triturar moluscos, crustáceos e ouriços-do-mar. Adultos podem chegar a 135 kg. A espécie é classificada como vulnerável globalmente, mas no Atlântico Sul Ocidental a população apresenta tendência de recuperação graças ao monitoramento contínuo do TAMAR ao longo de mais de quatro décadas.
Tartaruga-verde (Chelonia mydas): símbolo do Projeto TAMAR
A tartaruga-verde é, sem dúvida, o ícone do Projeto TAMAR — está presente no logotipo e é a espécie mais associada ao imaginário popular sobre a conservação marinha no Brasil. O nome vem da coloração esverdeada da gordura subcutânea, não do casco. Adultos são herbívoros, alimentando-se de algas e fanerógamas marinhas, e chegam a pesar 180 kg. Desoam principalmente no Arquipélago de Trindade (ES) e na Praia do Forte (BA). É classificada como em perigo pela IUCN, o que torna sua proteção ainda mais urgente.
Tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata): a mais ameaçada de extinção
A tartaruga-de-pente recebe esse nome pelo bico estreito e curvado, semelhante ao bico de um papagaio, e pelas escamas sobrepostas do casco — que historicamente foram exploradas para fabricação de artigos de “tartaruga” (chifre). É a espécie criticamente ameaçada entre as cinco protegidas pelo TAMAR, com populações drasticamente reduzidas ao longo do século XX. Alimenta-se principalmente de esponjas e tem papel ecológico fundamental nos recifes de coral. No Brasil, desova em praias do nordeste, especialmente no litoral da Bahia e de Sergipe.
Por Que Essas Espécies Precisam de Proteção? Status de Ameaça e Riscos
Principais ameaças às tartarugas marinhas: pesca acidental, poluição e predação de ninhos
As tartarugas marinhas enfrentam um conjunto de pressões que atuam simultaneamente em diferentes fases do ciclo de vida:
- Captura acidental (bycatch): redes de arrasto, espinhéis e redes de emalhe capturam tartarugas que, impedidas de respirar, morrem afogadas. É considerada a principal causa de mortalidade de adultos.
- Poluição por resíduos plásticos: sacolas plásticas são confundidas com águas-vivas e ingeridas, causando obstrução intestinal e morte. Microplásticos também contaminam ovos e filhotes.
- Degradação e iluminação artificial de praias: construções no entorno e luz artificial desorientam fêmeas durante a desova e filhotes que buscam o mar após a eclosão.
- Predação de ninhos: cachorros domésticos, raposas e outros predadores destroem ovos e filhotes em praias sem monitoramento.
- Colisão com embarcações: hélices de barcos causam ferimentos graves, especialmente em áreas de alimentação com alto tráfego náutico.
- Mudanças climáticas: o aumento da temperatura da areia interfere na proporção sexual dos filhotes (temperaturas mais altas produzem mais fêmeas), e o avanço do nível do mar inunda ninhos.
Classificação das espécies na Lista Vermelha da IUCN e legislação brasileira
No Brasil, todas as cinco espécies constam na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção do ICMBio/MMA. Pela Lista Vermelha da IUCN, a tartaruga-de-pente é criticamente ameaçada (CR); a tartaruga-verde e a tartaruga-cabeçuda são em perigo (EN); tartaruga-de-couro e tartaruga-oliva são vulneráveis (VU). A captura, o comércio, a perturbação de ninhos e qualquer forma de dano intencional a esses animais são crimes ambientais previstos na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998), com penas de detenção e multa.
Como o Projeto TAMAR Protege as Tartarugas Marinhas na Prática
Monitoramento de praias e proteção de ninhos durante a temporada reprodutiva
Entre outubro e março — a principal temporada de desova no litoral brasileiro —, equipes do TAMAR percorrem praias diariamente, geralmente de madrugada, para identificar rastros de fêmeas, localizar ninhos e registrar dados biométricos das tartarugas. Ninhos em locais de risco são relocados para áreas mais seguras ou protegidos com cercas de tela. A eclosão é acompanhada de perto: os filhotes são contados, pesados e, quando necessário, auxiliados a chegar ao mar. Todo esse trabalho gera um banco de dados robusto que alimenta pesquisas científicas sobre dinâmica populacional, fidelidade a praias de desova e rotas migratórias.
Centros de visitantes: onde ver tartarugas protegidas pelo TAMAR (Praia do Forte, Aracaju e outros)
O Projeto TAMAR mantém centros de visitantes em diversas localidades do litoral brasileiro, sendo os mais conhecidos:
- Praia do Forte (BA): o centro mais visitado do país, com aquários, tanques de reabilitação e exposições permanentes sobre biologia e conservação das tartarugas.
- Pirambu (SE): base importante para o monitoramento da tartaruga-oliva no nordeste.
- Barra da Lagoa (SC): base do TAMAR em Florianópolis, com tanques onde é possível observar tartarugas em reabilitação — um dos atrativos mais populares para quem se hospeda na região leste da ilha.
- Fernando de Noronha (PE): ponto de observação de tartarugas-verdes em ambiente marinho natural.
- Regência (ES): área de maior concentração de desovas de tartaruga-cabeçuda no mundo.
Para quem planeja visitar o TAMAR na Barra da Lagoa, a proximidade com a pousada beira-mar na Barra da Lagoa torna a experiência ainda mais conveniente — é possível ir a pé até a base e ainda aproveitar as piscinas naturais e o canal no mesmo dia.
Envolvimento de comunidades pesqueiras na conservação
Uma das estratégias mais eficazes do TAMAR foi transformar pescadores — que historicamente capturavam tartarugas para consumo ou as viam como concorrentes — em aliados da conservação. O projeto contrata moradores locais como agentes de campo, monitores de praia e educadores ambientais, gerando renda e pertencimento. Comunidades que antes dependiam da caça de tartarugas passaram a depender do turismo de observação e das atividades de educação ambiental promovidas pelo TAMAR. Esse modelo de conservação baseada em comunidade é reconhecido internacionalmente como referência.
Resultados do Projeto TAMAR: Números e Conquistas na Conservação dos Quelônios
45 temporadas reprodutivas monitoradas: o que os dados revelam
Desde 1980, o Projeto TAMAR acumula um dos maiores bancos de dados sobre tartarugas marinhas do mundo. Os números são expressivos: mais de 13 milhões de filhotes chegaram ao mar graças ao monitoramento e proteção de ninhos; mais de 1.100 km de praias são monitorados anualmente; e a rede de bases cobre os estados do Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão, Pará, Santa Catarina e Fernando de Noronha. O projeto já atendeu mais de 55 milhões de visitantes em seus centros e alcançou milhões de estudantes por meio de programas de educação ambiental nas escolas.
Recuperação das populações: espécies que saíram da beira da extinção
O resultado mais concreto é a recuperação populacional documentada de algumas espécies. A tartaruga-cabeçuda no litoral do Espírito Santo, por exemplo, apresentou crescimento consistente no número de ninhos ao longo das últimas décadas — tendência diretamente associada ao monitoramento contínuo. A tartaruga-verde, cujas colônias de desova no Brasil estavam praticamente extintas nos anos 1980, voltou a usar praias que havia abandonado. Esses dados demonstram que a conservação ativa funciona: quando os ninhos são protegidos, a predação é reduzida e a captura acidental é minimizada, as populações respondem positivamente em um horizonte de décadas — o tempo de geração desses animais, que levam entre 20 e 30 anos para atingir a maturidade sexual.
Quem visita Florianópolis e se hospeda na Barra da Lagoa tem a oportunidade única de ver esse trabalho de perto. Famílias com crianças, em especial, costumam se encantar com a visita ao TAMAR — se você está organizando uma viagem em grupo, vale conferir as opções de hospedagem para família em Florianópolis para acomodar todo mundo com conforto.
FAQ: Perguntas Frequentes sobre o Projeto TAMAR e as Tartarugas Marinhas
Qual animal é protegido pelo Projeto TAMAR?
O Projeto TAMAR protege as tartarugas marinhas. No Brasil, são cinco as espécies contempladas: tartaruga-de-couro, tartaruga-oliva, tartaruga-cabeçuda, tartaruga-verde e tartaruga-de-pente.
O Projeto TAMAR protege apenas tartarugas marinhas ou outros animais também?
O foco exclusivo do TAMAR são as tartarugas marinhas. No entanto, ao proteger praias de desova e ecossistemas costeiros, o projeto beneficia indiretamente outras espécies que compartilham esses ambientes, como aves marinhas, peixes e invertebrados.
Quantas espécies de tartarugas existem no Brasil e quais são protegidas pelo TAMAR?
Das sete espécies de tartarugas marinhas existentes no mundo, cinco ocorrem no Brasil — e todas são protegidas pelo Projeto TAMAR: tartaruga-de-couro, tartaruga-oliva, tartaruga-cabeçuda, tartaruga-verde e tartaruga-de-pente.
As tartarugas marinhas estão em extinção no Brasil?
Todas as cinco espécies estão ameaçadas em diferentes graus. A tartaruga-de-pente é a mais crítica, classificada como criticamente ameaçada. As demais variam entre vulnerável e em perigo. O trabalho do TAMAR contribuiu para estabilizar ou reverter o declínio de algumas populações, mas os riscos persistem.
Onde posso ver as tartarugas protegidas pelo Projeto TAMAR?
Os principais centros de visitantes estão em Praia do Forte (BA), Pirambu (SE), Regência (ES), Fernando de Noronha (PE) e na Barra da Lagoa (SC), em Florianópolis. A base da Barra da Lagoa é uma das mais acessíveis para quem visita Santa Catarina e está a poucos minutos de caminhada de quem se hospeda na região. Para planejar sua estadia próxima ao TAMAR, veja as opções de hospedagem em Florianópolis para curtir praia e sossego.
Como o Projeto TAMAR surgiu e quem o mantém?
O TAMAR foi criado em 1980 por pesquisadores do IBAMA (então IBDF) que identificaram o risco de extinção das tartarugas marinhas no Brasil. Hoje é gerido pela Fundação Pró-TAMAR em parceria com o ICMBio e conta com patrocínio da Petrobras como principal financiador. A sustentabilidade financeira também vem da venda de produtos licenciados nas lojas dos centros de visitantes e do turismo de base comunitária desenvolvido nas localidades onde atua.