O que o projeto tamar faz

Captivating aerial view of a circular beachside landmark in João Pessoa, Brazil.

Se você está planejando uma viagem para Florianópolis e quer saber o que o Projeto TAMAR faz, a resposta curta é: ele trabalha há mais de quatro décadas para proteger as tartarugas marinhas no Brasil, com pesquisa, proteção de ninhos, resgate de animais, envolvimento das comunidades do litoral e educação ambiental. Em Florianópolis, o projeto tem uma base na Barra da Lagoa, aberta à visitação, que é uma das atrações mais procuradas do leste da ilha.

Quem visita a Barra da Lagoa pode combinar o TAMAR com outros programas da região: as piscinas naturais na ponta sul da praia, o canal que liga a Lagoa da Conceição ao mar, a ponte pênsil e a pesca artesanal da tainha, que acontece mais ou menos entre maio e julho. A herança açoriana aparece na vila de pescadores, na renda de bilro e na cozinha de frutos do mar.

A seguir, você entende como o projeto funciona, como começou e onde ele atua.

O que é o Projeto TAMAR

O Projeto TAMAR é uma iniciativa brasileira de conservação dedicada às tartarugas marinhas. Criado em 1980, tornou-se um dos programas de conservação marinha mais conhecidos do país. O nome vem da junção de “tartaruga marinha” e resume o foco do trabalho. Hoje, a execução envolve o governo federal, por meio do ICMBio, e a Fundação Projeto Tamar, além de parceiros e comunidades locais.

O projeto está presente em vários pontos do litoral brasileiro e em ilhas oceânicas, tanto em áreas de desova quanto em áreas de alimentação. Se você vai ficar em uma pousada na Barra da Lagoa, terá a oportunidade de visitar a base local e conhecer de perto esse trabalho.

Missão e objetivos principais do Projeto TAMAR

A missão é contribuir para a sobrevivência das tartarugas marinhas por meio de pesquisa, conservação e educação ambiental. O projeto trabalha para reduzir as mortes causadas por atividades humanas, como a captura acidental na pesca, a poluição marinha e a ocupação das praias de desova.

Entre os objetivos estão proteger ninhos e filhotes na temporada reprodutiva, monitorar as populações, apoiar o resgate de animais feridos ou doentes e promover a conscientização nas comunidades costeiras. O projeto também busca conciliar conservação e geração de renda local, com centros de visitantes, produtos e turismo responsável.

Proteção e conservação de tartarugas marinhas no Brasil

O Brasil recebe cinco das sete espécies de tartarugas marinhas do mundo, o que torna o país importante para a sobrevivência desses animais. As principais praias de desova ficam no Nordeste, no Espírito Santo, no norte do Rio de Janeiro e em ilhas oceânicas. Mais ao sul, o litoral funciona sobretudo como área de alimentação e passagem.

Nas áreas de desova, o trabalho envolve vigilância das praias na temporada, registro dos ninhos, marcação de fêmeas para identificação e proteção dos filhotes. Em Florianópolis, onde desovas são raras, a base da Barra da Lagoa se dedica à visitação, à educação ambiental e ao apoio a resgates de tartarugas que se alimentam no litoral catarinense, principalmente tartarugas-verdes jovens.

Pesquisa científica e monitoramento de espécies

A pesquisa é um dos pilares do projeto. As equipes reúnem dados sobre reprodução, migração, saúde das populações e ameaças. Essas informações ajudam a orientar políticas de conservação e regras de manejo, como medidas para reduzir a captura acidental na pesca.

O monitoramento usa marcação com anilhas e, em alguns estudos, transmissores via satélite, que mostram por onde as tartarugas se deslocam no Oceano Atlântico. Os resultados são compartilhados com universidades e órgãos ambientais, no Brasil e no exterior.

Atividades e programas do Projeto TAMAR

O projeto combina conservação prática com educação ambiental e turismo responsável. Essas frentes permitem que visitantes e moradores participem da proteção das tartarugas enquanto aprendem sobre o ambiente marinho.

Centros de visitantes e educação ambiental

Os centros de visitantes são espaços de aprendizado onde turistas e moradores conhecem a biologia, o comportamento e as ameaças enfrentadas pelas tartarugas. Em geral, reúnem tanques com animais, exposições e materiais educativos, e cada unidade tem estrutura própria.

A educação ambiental é parte central da estratégia. Atividades com escolas, palestras e materiais educativos ajudam a sensibilizar a população sobre a importância desses animais e sobre atitudes do dia a dia que reduzem o impacto no mar, do descarte correto do lixo ao comportamento na praia.

Monitoramento da temporada reprodutiva das tartarugas

Na temporada reprodutiva, que no continente brasileiro se concentra entre setembro e março, o projeto intensifica o trabalho nas praias de desova. Equipes percorrem as praias para registrar as fêmeas e os ninhos, proteger as ninhadas e acompanhar o nascimento dos filhotes.

O processo inclui marcação para identificação individual, medidas do animal e registro da localização dos ninhos. Quando necessário, ninhos em risco são protegidos ou transferidos para áreas mais seguras, longe de marés altas e de predadores como raposas, lagartos e cães. Quando os filhotes nascem, as equipes acompanham a chegada deles ao mar e registram os resultados. Se você está visitando Florianópolis, há diversas atividades além das praias, e a visita ao TAMAR é uma das que ajudam a entender esse trabalho.

Trabalho comunitário nas praias brasileiras

O projeto parte da ideia de que a conservação só funciona com o apoio das comunidades do litoral. Por isso, muitas pessoas dessas comunidades trabalham nas bases, como monitores de praia, educadores e equipe de apoio. Isso cria oportunidades de renda e aproxima a população local da conservação.

Pescadores são parceiros importantes: conhecem o comportamento das tartarugas no mar e ajudam a testar e adotar práticas que reduzem a captura acidental. Em lugares como a Barra da Lagoa, onde a pesca artesanal da tainha é tradição, o diálogo com a comunidade pesqueira faz parte da conservação.

História e origem do Projeto TAMAR

O projeto surgiu num período em que as tartarugas marinhas estavam muito ameaçadas no Brasil, com populações em queda por causa da coleta de ovos, da caça de fêmeas nas praias, da ocupação do litoral e da captura acidental em redes de pesca.

Como o Projeto TAMAR começou

O Projeto TAMAR foi criado em 1980 pelo antigo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF), órgão federal que mais tarde deu lugar ao IBAMA. No início, o trabalho foi levantar onde as tartarugas desovavam no litoral brasileiro e instalar as primeiras bases nas praias de desova mais importantes, no Nordeste e no Espírito Santo.

Os primeiros anos exigiram construir conhecimento científico e, ao mesmo tempo, conquistar a confiança das comunidades, que em muitos lugares tinham na coleta de ovos e na carne de tartaruga uma fonte de alimento e renda. O trabalho inicial se concentrou em entender a reprodução, a distribuição das espécies e as ameaças que cada uma enfrentava.

Uma virada importante foi mostrar que a conservação também podia gerar renda, com emprego nas bases, centros de visitantes e produção de artesanato e produtos. Esse modelo ajudou a mudar a forma como muitas comunidades enxergavam as tartarugas: de recurso a ser explorado para um patrimônio a ser protegido.

Desde então, o projeto se expandiu por vários estados do litoral e ilhas oceânicas e se tornou uma referência, um modelo reconhecido de conservação marinha. Hoje trabalha em parceria com universidades, órgãos públicos, organizações da sociedade civil e comunidades locais.

Unidades e locais de atuação

O TAMAR mantém bases e centros de visitantes em diferentes pontos do litoral. Cada unidade fica em uma área importante para as tartarugas, seja de desova, seja de alimentação. Antes de visitar qualquer uma delas, confira horários e valores no site oficial do projeto.

Centro de visitantes em Ubatuba, São Paulo

Em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, o TAMAR tem um centro de visitantes conhecido na região Sudeste. O litoral paulista é importante sobretudo como área de alimentação, especialmente para a tartaruga-verde.

O centro apresenta a biologia das tartarugas e as ameaças que elas enfrentam, ajudando o visitante a entender as diferenças entre as espécies, o ciclo de vida e a importância da conservação marinha.

Atuação no Espírito Santo

O Espírito Santo é uma das regiões mais importantes para desova no Brasil. O litoral norte do estado, na região de Comboios, é a principal área de desova regular da tartaruga-de-couro no país, a maior tartaruga marinha do mundo. Por isso, o estado está entre as áreas de atuação mais antigas do projeto.

A proteção da tartaruga-de-couro é um dos focos do trabalho na região, ao lado da tartaruga-cabeçuda, que também desova nessas praias. Ações educativas com escolas e comunidades reforçam a importância da conservação para quem vive no litoral.

A base de Florianópolis

Em Florianópolis, a base da Barra da Lagoa apresenta a realidade das tartarugas que frequentam o litoral catarinense, em especial as tartarugas-verdes jovens que se alimentam nos costões. Se você for explorar outras praias da ilha, como a Praia Brava, no norte, e a Praia do Campeche, no sul, vale levar junto o que aprendeu: recolher o lixo, manter distância dos animais no mar e acionar o resgate ao encontrar uma tartaruga encalhada.

Perguntas frequentes

Qual é a missão principal do Projeto TAMAR?

Contribuir para a sobrevivência das tartarugas marinhas por meio de pesquisa, proteção das praias de desova, apoio ao resgate de animais e educação ambiental, envolvendo as comunidades do litoral onde atua.

Como posso visitar um centro do Projeto TAMAR?

Os centros de visitantes são abertos ao público. Entre os mais conhecidos estão o da Praia do Forte, na Bahia, e o de Ubatuba, em São Paulo. Em Florianópolis, a base fica na Barra da Lagoa. Horários e valores mudam conforme a unidade e a época do ano, então consulte o site oficial do TAMAR antes de ir.

Tem desova de tartaruga em Florianópolis?

Desovas em Santa Catarina são raras. O litoral catarinense é principalmente área de alimentação, e por isso a base de Florianópolis se dedica à visitação, à educação ambiental e ao apoio a resgates.

Quantas espécies de tartarugas o Projeto TAMAR protege?

As cinco espécies que ocorrem no Brasil: tartaruga-verde, tartaruga-de-couro, tartaruga-cabeçuda, tartaruga-oliva e tartaruga-de-pente. Cada uma tem hábitos, áreas de desova e ameaças próprias, e o projeto adapta as estratégias de proteção a cada caso.

Se a visita ao TAMAR faz parte do seu roteiro em Florianópolis, a Pousada Estação Sol e Lua fica na própria Barra da Lagoa e é a única pousada com acesso direto à praia no bairro.

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adminartemis

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ÚNICA pousada com acesso direto à praia na Barra da Lagoa em Florianópolis-SC

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