Quem visita a base do Projeto TAMAR na Barra da Lagoa, em Florianópolis, quase sempre sai com a mesma dúvida: o que as tartarugas marinhas comem? A resposta vai muito além da alface. A dieta muda conforme a espécie e a fase da vida e inclui águas-vivas, esponjas, algas, ervas marinhas, caranguejos e moluscos. Entender esse cardápio ajuda a respeitar esses animais e a perceber por que o lixo no mar é tão perigoso para eles.
A costa de Santa Catarina é uma área de alimentação importante, principalmente para tartarugas-verdes jovens, que procuram algas em costões rochosos. Ver uma tartaruga na natureza é questão de sorte e nunca garantido. Se acontecer, a regra é observar de longe, sem tocar, perseguir ou oferecer comida.
A seguir, você conhece a dieta de cada uma das sete espécies, como elas encontram alimento e quais ameaças afetam a alimentação delas.
O que as tartarugas marinhas comem: visão geral da dieta
A resposta curta é: depende da espécie, da idade e do ambiente. As sete espécies de tartarugas marinhas ocupam nichos alimentares diferentes. Algumas pastam ervas marinhas no fundo raso, outras caçam águas-vivas em mar aberto e há as que quebram caranguejos e moluscos com mandíbulas fortes. Por isso não existe um “alimento de tartaruga”, e sim estratégias alimentares especializadas, moldadas por milhões de anos de evolução.
No litoral do Sul do Brasil, as tartarugas-verdes jovens são as mais comuns em águas rasas e costões rochosos, onde encontram algas. As piscinas naturais e os costões são ambientes ricos em algas, mas a presença de tartarugas nesses pontos não é regular nem previsível. Saber o que esses animais comem explica por que eles frequentam certos trechos da costa e por que proteger os ambientes marinhos é proteger a comida deles.
Tartarugas marinhas são herbívoras, carnívoras ou onívoras?
As tartarugas marinhas não formam um grupo uniforme. A tartaruga-verde adulta é o exemplo clássico de herbívora: come principalmente algas e ervas marinhas, e ingere invertebrados quase sempre por acaso. A tartaruga-de-couro é carnívora e especializada em águas-vivas e outros animais gelatinosos. Como esse alimento é quase todo água, ela precisa comer volumes enormes para obter energia suficiente.
No meio do caminho estão as onívoras ou generalistas: tartaruga-oliva, tartaruga-cabeçuda e tartaruga-de-Kemp variam o cardápio conforme o que encontram. Essa flexibilidade permite explorar desde bancos de algas até fundos de lama cheios de crustáceos. A classificação, portanto, muda com a fase da vida e com a região onde o animal se alimenta.
Como a dieta varia ao longo da vida (filhotes vs. adultos)
Os filhotes de quase todas as espécies começam a vida comendo pequenos invertebrados, ovos de peixes, larvas e matéria orgânica que flutua nas correntes. Essa fase em mar aberto dura anos e é chamada de “anos perdidos”, porque os animais quase não são vistos perto da costa. Nesse período, a prioridade é crescer rápido, e a dieta rica em proteína animal ajuda nisso.
Na passagem para a vida adulta, o cardápio de algumas espécies muda bastante. A tartaruga-verde é o caso mais marcante: enquanto é pequena, come invertebrados; quando o casco chega a algo entre 30 e 40 cm, ela passa a viver em áreas costeiras e adota a dieta herbívora. A tartaruga-cabeçuda continua carnívora a vida toda, só troca presas pequenas de superfície por moluscos e crustáceos de fundo.
O que cada espécie de tartaruga marinha come
Cada uma das sete espécies tem adaptações físicas e de comportamento ligadas ao que come. O formato do bico, a força da mandíbula e até o comprimento do intestino variam conforme o alimento principal. Conhecer essas diferenças ajuda a entender por que a poluição e a pesca afetam cada espécie de um jeito.
Tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea): especialista em águas-vivas
A tartaruga-de-couro é a maior de todas e pode passar de 2 metros de comprimento e de 500 kg. Sua dieta é dominada por medusas, caravelas e salpas, organismos gelatinosos com pouquíssimas calorias. Por isso ela come em volume impressionante: em dias de alimentação intensa, pesquisadores estimam que o consumo de águas-vivas pode chegar a uma fração grande do próprio peso do animal.
O esôfago dessa espécie é revestido por papilas duras voltadas para trás, que seguram as presas escorregadias. Essa especialização tem um custo: uma sacola plástica flutuando na água se parece muito com uma água-viva, o que torna a tartaruga-de-couro uma das espécies mais afetadas pela ingestão de plástico.
Tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta): moluscos, crustáceos e peixes
A tartaruga-cabeçuda tem cabeça grande e mandíbulas largas e musculosas, feitas para esmagar conchas de caranguejos, mexilhões, ouriços e outros invertebrados de casca dura. Estudos com animais encalhados no litoral brasileiro mostram que moluscos e crustáceos estão entre os itens mais comuns da dieta, ao lado de peixes de fundo.
Ela também come águas-vivas quando as encontra, mas sem depender delas. Sua forma de buscar comida é ativa: revira o fundo com as nadadeiras, expõe presas enterradas e usa o bico para quebrar estruturas duras. Em áreas de pesca, a cabeçuda costuma se aproximar de redes e espinhéis atrás de iscas e descartes, o que aumenta o risco de captura acidental.
Tartaruga-verde (Chelonia mydas): algas e fanerógamas marinhas
A tartaruga-verde adulta é a única espécie predominantemente herbívora. Come algas verdes, vermelhas e pardas, como as dos gêneros Ulva, Gracilaria e Sargassum, além de fanerógamas marinhas (as chamadas ervas marinhas) onde elas existem. No Brasil, é presença frequente em costões rochosos e ilhas, onde raspa algas presas às rochas.
O intestino da tartaruga-verde é proporcionalmente mais longo que o das espécies carnívoras, uma adaptação para tirar nutrientes de plantas difíceis de digerir. O nome vem da cor esverdeada da gordura do animal, ligada à dieta, e não do casco. Na costa catarinense, a espécie usa costões e áreas rasas como área de alimentação; ambientes com algas, como as piscinas naturais entre as rochas, mostram bem o tipo de habitat que ela procura.
Tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata): esponjas e invertebrados de recife
A tartaruga-de-pente é a mais associada a recifes de coral, e a dieta reflete isso. Em várias populações estudadas, esponjas marinhas formam a maior parte do que ela come, um caso raro de dieta baseada em esponjas entre os vertebrados. Ela também come ascídias, anêmonas, corais moles, camarões e algas.
O bico da tartaruga-de-pente é estreito e pontudo, parecido com o de uma ave de rapina, e alcança presas em fendas do recife. Muitas esponjas têm toxinas e espículas de sílica que fariam mal a outros animais, mas essa tartaruga consegue processá-las.
Tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea): dieta onívora e oportunista
A tartaruga-oliva é a menor das tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil e uma das mais oportunistas na alimentação. Come camarões, caranguejos, peixes pequenos, ovos de peixes, águas-vivas, salpas e algas. A proporção de cada item muda conforme a estação e o que está disponível no local.
Essa flexibilidade permite que a oliva use ambientes variados, de estuários a mar aberto. Ela é famosa pelas arribadas, desovas em massa que acontecem em praias do México, da Costa Rica e da Índia. No Brasil, a principal área de desova da espécie fica no litoral de Sergipe e do norte da Bahia.
Tartaruga-de-Kemp (Lepidochelys kempii): caranguejos e crustáceos
A tartaruga-de-Kemp é considerada a mais rara e ameaçada das tartarugas marinhas, com distribuição concentrada no Golfo do México e na costa leste dos Estados Unidos. Sua dieta é baseada em crustáceos, sobretudo caranguejos, além de camarões, mariscos e peixes pequenos.
Diferente da oliva, a tartaruga-de-Kemp prefere águas rasas e costeiras com fundo de areia ou lama, onde caça caranguejos. A área de alimentação restrita e a sobreposição com zonas de pesca de camarão no Golfo do México estão entre os fatores que mantêm a espécie em situação crítica.
Tartaruga-plana (Natator depressus): pepinos-do-mar e invertebrados bentônicos
A tartaruga-plana, ou tartaruga-de-casco-achatado, vive na plataforma continental do norte da Austrália e de áreas próximas, e é a menos estudada das sete. Sabe-se que ela come principalmente invertebrados de corpo mole do fundo: pepinos-do-mar, águas-vivas, corais moles, moluscos e camarões. Diferente de outras espécies, ela não faz grandes migrações pelo oceano aberto.
O casco achatado ajuda a tartaruga-plana a se mover em fundos arenosos e recifes rasos, onde captura presas lentas. A preferência por animais que vivem no sedimento a coloca em contato com poluentes acumulados no fundo, um risco em áreas costeiras com muita atividade humana.
Como as tartarugas marinhas encontram e capturam alimento
A busca por comida combina sentidos apurados, memória de lugares e adaptações do corpo. Esses animais não encontram alimento por acaso: muitos voltam às mesmas áreas produtivas e ajustam o comportamento conforme a maré, a luz e a temperatura da água.
Adaptações do bico e da mandíbula para cada tipo de presa
O bico das tartarugas marinhas é coberto de queratina, o mesmo material das unhas humanas, e o formato revela a dieta da espécie:
- Bico serrilhado na tartaruga-verde, bom para raspar algas das rochas e cortar ervas marinhas.
- Bico estreito e pontudo na tartaruga-de-pente, que entra em fendas do recife para arrancar esponjas.
- Mandíbulas esmagadoras na tartaruga-cabeçuda, capazes de quebrar conchas de caranguejos e moluscos.
- Bico com duas pontas na tartaruga-de-couro, frágil para presas duras, mas eficiente para agarrar medusas.
A tartaruga-cabeçuda tem uma mordida muito forte para o seu tamanho, graças à cabeça grande e aos músculos da mandíbula. Isso permite que ela abra búzios e caranguejos de casca grossa que outros predadores não conseguem.
Papel do olfato e da visão na busca por comida
As tartarugas marinhas enxergam bem debaixo d’água, com boa sensibilidade a tons que atravessam a água, como verdes e azuis. Isso ajuda a detectar águas-vivas translúcidas, algas e presas em movimento. Experimentos com tartarugas-verdes mostram que elas distinguem cores e formas e usam essas pistas para escolher o alimento.
O olfato também conta, principalmente em água turva. As tartarugas detectam substâncias químicas liberadas por presas e por áreas ricas em alimento. A cabeçuda usa essa capacidade para encontrar iscas em espinhéis de pesca, um dos motivos pelos quais a captura acidental é difícil de evitar.
Importância ecológica da alimentação das tartarugas marinhas
O que as tartarugas comem tem efeito que vai além da sobrevivência de cada animal. Elas ajudam a moldar recifes, pradarias marinhas e comunidades de plâncton. Tirar as tartarugas de um ambiente marinho muda toda a cadeia alimentar.
Controle de populações de águas-vivas e equilíbrio dos recifes de coral
A tartaruga-de-couro está entre os poucos grandes predadores de águas-vivas. Quando as populações de predadores de medusas caem, as águas-vivas têm mais espaço para crescer e competir com peixes jovens pelo plâncton, o que afeta a pesca e o ecossistema costeiro.
Nos recifes de coral, a tartaruga-de-pente come esponjas que disputam espaço com os corais. Pesquisadores associam a ausência dessa espécie a recifes com mais esponjas e menos espaço livre para os corais crescerem, o que reduz a variedade de abrigos para outros animais.
Manutenção das pradarias de algas e ciclo de nutrientes no oceano
As pradarias de ervas marinhas estão entre os ambientes que mais armazenam carbono no fundo do mar e servem de berçário para muitos peixes. O pastejo da tartaruga-verde remove folhas velhas e estimula brotos novos. Onde a espécie sumiu, pesquisadores observaram pradarias com mais folhas mortas acumuladas e sedimento com menos oxigênio.
As fezes das tartarugas também devolvem nitrogênio e fósforo ao ambiente, adubando algas e plâncton. Essa reciclagem liga lugares distantes: uma tartaruga-verde que se alimenta num costão do Sul do Brasil e depois migra para desovar em ilhas oceânicas leva energia e nutrientes entre ecossistemas que, sem ela, ficariam isolados.
Por que tartarugas marinhas confundem plástico e lixo com comida
A ingestão de plástico é hoje uma das ameaças mais estudadas para as tartarugas marinhas. Pesquisas em vários oceanos encontram plástico no trato digestivo de uma parcela grande dos animais examinados, e quanto mais plástico ingerido, maior o risco de morte. Para entender por que isso acontece, é preciso olhar para os sentidos e hábitos de cada espécie.
Sacolas plásticas parecem águas-vivas: o mecanismo do engano
Para a tartaruga-de-couro, uma sacola plástica na água tem contorno, transparência e movimento parecidos com os de uma água-viva. Além disso, o plástico que passa um tempo no mar fica coberto por uma película de algas e micro-organismos que pode liberar cheiros associados a alimento. O resultado é uma armadilha visual e química.
As tartarugas-verdes jovens, que comem algas e também pegam itens flutuantes, estão entre as que mais ingerem plástico no litoral brasileiro. Uma vez engolido, o plástico segue para o estômago e o intestino, porque as papilas do esôfago, que seguram as presas, também dificultam a saída do material.
Canudos, redes e microplásticos: impactos na saúde e sobrevivência
Os efeitos da ingestão de plástico vão do bloqueio físico à contaminação química:
- Obstrução intestinal: plásticos rígidos, como canudos e tampas, bloqueiam a passagem de alimento e podem perfurar o intestino.
- Falsa saciedade: o plástico ocupa espaço no estômago sem dar energia, levando à desnutrição.
- Acúmulo de gases: altera a flutuação e dificulta o mergulho.
- Substâncias tóxicas: aditivos do plástico podem passar para os tecidos do animal.
- Microplásticos: fragmentos menores que 5 mm entram na cadeia alimentar.
Redes de pesca abandonadas, as chamadas redes fantasmas, são uma ameaça dupla: prendem tartarugas, que podem morrer afogadas, e se desfazem em fragmentos que entram na cadeia alimentar. Programas de monitoramento de praias no litoral brasileiro registram com frequência tartarugas encalhadas com restos de rede e plástico.
O que você pode fazer para reduzir essa ameaça
Reduzir a ingestão de plástico pelas tartarugas depende de ações individuais e coletivas:
- Cortar plásticos descartáveis do dia a dia, como sacolas, canudos e copos.
- Participar de mutirões de limpeza de praias e costões.
- Descartar corretamente redes, linhas e anzóis; nunca abandonar material de pesca no mar.
- Apoiar políticas de redução de plásticos de uso único nas cidades do litoral.
- Denunciar descarte irregular de lixo em rios e canais, que levam resíduos até o mar.
Em lugares muito visitados, como a Barra da Lagoa, a pressão sobre o ambiente cresce na alta temporada. Quem frequenta praias e trilhas pode ajudar recolhendo o lixo que encontrar e evitando levar embalagens descartáveis para áreas de turismo de natureza, onde a coleta é mais difícil e o risco de o material chegar ao mar é maior.
Ameaças à alimentação e à sobrevivência das tartarugas marinhas
Mesmo sem interferência humana, poucos filhotes chegam à idade adulta. As ameaças naturais se concentram nas primeiras fases da vida, enquanto as ameaças humanas acompanham o animal do ninho à velhice.
Predadores naturais em cada fase da vida
Os predadores mudam conforme a tartaruga cresce. Na fase de ovo, animais como raposas, lagartos, cães e formigas podem atacar ninhos desprotegidos. Logo após a eclosão, os filhotes enfrentam aves, caranguejos e peixes no caminho até o mar.
No oceano, filhotes e jovens são presas de tubarões, peixes grandes e aves marinhas. Adultos têm poucos predadores naturais, como grandes tubarões e orcas. Por isso, nas populações adultas, as ameaças humanas pesam mais que a predação natural.
Poluição, pesca acidental e destruição de habitat de alimentação
A pesca acidental está entre as principais causas de morte de tartarugas marinhas no mundo. Redes de arrasto, espinhéis e redes de emalhe prendem animais que precisam subir para respirar. No Sul e Sudeste do Brasil, a interação com a pesca é uma das maiores preocupações para tartarugas-cabeçudas e verdes.
A perda de áreas de alimentação é outra frente. Aterros, dragagens, poluição por esgoto e obras costeiras degradam costões, fundos rasos e bancos de algas. Em Florianópolis, a qualidade da água do mar e da Lagoa da Conceição é um tema importante para toda a vida marinha, inclusive para as tartarugas-verdes que se alimentam na costa.
Perguntas frequentes sobre a alimentação das tartarugas marinhas
Tartaruga marinha come peixe?
Algumas espécies comem peixe, mas não como alimento principal. A cabeçuda inclui peixes de fundo na dieta, e a oliva come peixes pequenos quando encontra. A tartaruga-verde adulta raramente come peixe. Nenhuma tartaruga marinha é especialista em peixes.
Quanto uma tartaruga marinha come por dia?
Depende da espécie, do tamanho e da temperatura da água. A tartaruga-verde passa boa parte do dia pastando algas. A tartaruga-de-couro é a que mais impressiona: como água-viva tem pouquíssima energia, ela precisa comer quantidades enormes, que em dias de alimentação intensa podem representar uma fração grande do próprio peso.
Tartaruga-verde sempre foi herbívora?
Não. A tartaruga-verde nasce onívora e passa os primeiros anos comendo invertebrados, ovos de peixes e plâncton. A mudança para a dieta herbívora acontece quando o casco chega a algo entre 30 e 40 cm e o animal passa a viver em áreas costeiras com algas. A troca vem acompanhada de mudanças no intestino e na flora digestiva.
Por que tartarugas marinhas comem águas-vivas se elas são venenosas?
As tartarugas-de-couro e, em menor grau, outras espécies toleram as células urticantes das águas-vivas. A boca e o esôfago revestidos de papilas duras protegem os tecidos moles do contato com essas células, e a pele grossa da cabeça também ajuda.
É possível alimentar tartarugas marinhas na natureza?
Não deve ser feito. Dar comida altera o comportamento natural, acostuma os animais à presença humana, aumenta o risco de ingestão de alimento inadequado e pode transmitir doenças. O correto é observar à distância, sem tocar, perseguir ou oferecer comida. Em Florianópolis, quem quer ver tartarugas de perto pode visitar o Projeto TAMAR na Barra da Lagoa, que tem tartarugas em tanques e atividades educativas. Confira horários e valores no site oficial do TAMAR.
O que acontece quando uma tartaruga marinha ingere plástico?
O plástico pode bloquear o trato digestivo e levar o animal a morrer de fome mesmo com o estômago cheio. Pedaços pontiagudos causam feridas e infecções; plásticos com ar alteram a flutuação e dificultam o mergulho; e aditivos químicos podem intoxicar o animal. A recuperação depende da quantidade e do tipo de plástico, e muitos animais resgatados não sobrevivem mesmo com tratamento veterinário.





