Por que as tartarugas marinhas estão desaparecendo?

Captivating image of a sea turtle swimming underwater captured in Thailand's crystal-clear waters.

Entender por que as tartarugas marinhas estão desaparecendo ajuda quem ama o mar a fazer escolhas melhores, em casa e nas férias. A captura acidental em redes de pesca, a poluição por plástico, a perda de praias de desova e as mudanças climáticas são as principais ameaças. A boa notícia é que a conservação funciona quando é contínua, e o Brasil tem um dos exemplos mais conhecidos do mundo, o Projeto TAMAR.

Em Florianópolis, o TAMAR tem uma base na Barra da Lagoa, no leste da ilha. A costa catarinense não é área de reprodução: é área de alimentação e passagem, sobretudo de tartarugas-verdes jovens. As grandes praias de desova do país ficam mais ao norte, no Nordeste, no Espírito Santo e no norte do Rio de Janeiro. Mesmo assim, o que acontece no mar do Sul, como a interação com a pesca e o lixo, pesa muito para essas populações.

A seguir, você entende cada ameaça, a situação das espécies e o que está sendo feito para reverter o quadro.

Por que as tartarugas marinhas estão desaparecendo: entenda as principais causas

O declínio das tartarugas marinhas não tem uma causa única. É a soma de pressões humanas que atingem todas as fases da vida desses animais, do ovo ao adulto. Na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a maioria das espécies está em alguma categoria de ameaça. A tartaruga-verde (Chelonia mydas) é a exceção recente: em 2025 passou para “pouco preocupante” em nível global, resultado de décadas de conservação.

O desaparecimento acontece no mar e na areia. No oceano, as tartarugas enfrentam redes de pesca, embarcações e poluição. Nas praias de desova, perdem espaço para construções, iluminação artificial e coleta ilegal de ovos. Entender cada ameaça é o primeiro passo para reverter o processo.

Pesca acidental (bycatch): a maior ameaça atual às tartarugas marinhas

A pesca acidental, ou bycatch, é apontada por cientistas como uma das principais causas de morte de tartarugas jovens e adultas no mundo. Elas ficam presas em redes de emalhe, espinhéis e redes de arrasto. Como são répteis que respiram ar, a captura debaixo d’água pode levar ao afogamento. Muitas dessas mortes não aparecem nas estatísticas oficiais de pesca.

No Brasil, a pesca de espinhel em alto-mar captura principalmente tartarugas-cabeçudas (Caretta caretta) e tartarugas-de-couro (Dermochelys coriacea). Pesquisas com anzóis circulares, no lugar dos anzóis em formato de “J”, mostraram redução das capturas acidentais, mas a adoção ainda é limitada. Nas redes de arrasto de camarão, os dispositivos de escape para tartarugas (TEDs) são outra solução conhecida. Sem fiscalização e incentivo, o bycatch continua sendo um dos maiores problemas.

Destruição e degradação dos habitats de desova e alimentação

As tartarugas dependem de dois ambientes: praias de areia para desovar e áreas costeiras rasas para se alimentar. A erosão, acelerada por construções perto do mar, reduz a faixa de areia disponível para os ninhos. Em vários trechos do litoral, ninhos são perdidos pelo avanço do mar ou pela compactação da areia causada por veículos e movimento intenso de pessoas.

As áreas de alimentação também sofrem com aterros, dragagens, esgoto e degradação de recifes, costões e pradarias marinhas. A tartaruga-verde jovem, por exemplo, depende de costões com algas para crescer. Entender onde vivem as tartarugas marinhas mostra como a perda de um único habitat pode afetar populações inteiras ao longo de centenas de quilômetros de costa.

Poluição marinha: plásticos, redes abandonadas e derramamentos de óleo

O plástico é hoje um dos poluentes mais perigosos para as tartarugas. Necropsias de animais encalhados no litoral brasileiro encontram resíduos plásticos com frequência, principalmente em tartarugas-verdes jovens. Sacolas transparentes são confundidas com águas-vivas, o alimento principal da tartaruga-de-couro. O plástico engolido pode causar obstrução intestinal, falsa sensação de saciedade e morte por desnutrição.

As redes de pesca abandonadas, chamadas redes fantasmas, continuam prendendo animais por muito tempo depois de perdidas no mar. Os derramamentos de óleo também são uma ameaça: o óleo que chegou às praias do Nordeste em 2019 atingiu muitos estados e afetou animais marinhos, incluindo tartarugas, mostrando como as rotas migratórias são vulneráveis a acidentes desse tipo.

Caça ilegal, coleta de ovos e comércio clandestino de tartarugas

A captura de tartarugas e a coleta de ovos são proibidas no Brasil há décadas, mas ainda acontecem em pontos isolados do litoral, onde a fiscalização é difícil. No mundo, o comércio do casco da tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata), usado em artesanato, foi um dos fatores que levaram a espécie à categoria “criticamente em perigo”.

A coleta de ovos, mesmo em pequena escala, tem impacto grande. Pouquíssimos filhotes chegam à idade adulta em condições naturais, e a tartaruga leva muitos anos para começar a se reproduzir. Retirar ninhos inteiros elimina parte importante do esforço reprodutivo de uma fêmea.

Mudanças climáticas e o impacto no equilíbrio sexual das espécies

Nas tartarugas marinhas, o sexo dos filhotes depende da temperatura da areia: ninhos mais quentes geram mais fêmeas, e ninhos mais frios, mais machos. Com o aquecimento global, a areia de muitas praias de desova está esquentando. Na Grande Barreira de Corais, na Austrália, pesquisadores encontraram populações jovens formadas quase só por fêmeas, uma proporção que ameaça a reprodução futura.

A subida do nível do mar também reduz a área para desova e alaga ninhos. Ressacas mais frequentes e fortes erodem praias e destroem temporadas reprodutivas inteiras. Compreender como as tartarugas marinhas se reproduzem mostra por que essas mudanças são tão perigosas.

Desenvolvimento costeiro desordenado e poluição luminosa nas praias

A ocupação desordenada da orla interfere no ciclo reprodutivo. Fêmeas desistem de desovar em praias com construções perto da linha d’água, muros e iluminação forte. A chamada “falsa subida”, quando a fêmea sobe à praia, não desova e volta ao mar, é mais comum em áreas urbanizadas.

A poluição luminosa é especialmente grave para os filhotes. Ao sair do ninho, eles se orientam pela claridade natural do horizonte sobre o mar. Luzes de casas, postes e comércio podem desorientá-los, e eles caminham na direção errada, ficando expostos a desidratação, atropelamento e predadores. Por isso, em praias de desova no Nordeste e no Sudeste, há regras e campanhas sobre iluminação na orla durante a temporada reprodutiva.

Quais espécies de tartarugas marinhas estão ameaçadas de extinção no Brasil e no mundo

Existem sete espécies de tartarugas marinhas, distribuídas pelos oceanos tropicais e subtropicais. Cada uma tem características próprias, mas todas enfrentam ameaças parecidas. No Brasil, cinco espécies usam o litoral para alimentação, reprodução ou como rota migratória.

As sete espécies de tartarugas marinhas e seu status de conservação na lista vermelha da IUCN

A Lista Vermelha da IUCN é a referência mundial para medir o risco de extinção. Das sete tartarugas marinhas, cinco estão em categorias de ameaça, a tartaruga-verde passou a “pouco preocupante” em nível global e a tartaruga-de-casco-achatado não tem dados suficientes para avaliação. As classificações são revistas periodicamente:

  • Tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata): criticamente em perigo
  • Tartaruga-de-Kemp (Lepidochelys kempii): criticamente em perigo
  • Tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea): vulnerável em nível global, com subpopulações em situação bem pior
  • Tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea): vulnerável
  • Tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta): vulnerável
  • Tartaruga-verde (Chelonia mydas): pouco preocupante em nível global, com subpopulações ainda em risco
  • Tartaruga-de-casco-achatado (Natator depressus): dados insuficientes, restrita à região da Austrália

A tartaruga-de-Kemp, que desova principalmente no Golfo do México, é considerada a mais rara. A tartaruga-de-pente sofreu uma queda enorme no último século, puxada pelo comércio internacional do casco.

As cinco espécies encontradas no Brasil: características e grau de ameaça

No Brasil, a tartaruga-cabeçuda é a que mais desova no continente, com áreas principais no norte do Rio de Janeiro, no Espírito Santo, na Bahia e em Sergipe. A tartaruga-de-pente desova principalmente no Nordeste, e a tartaruga-oliva se concentra entre Sergipe e o norte da Bahia. A tartaruga-verde desova sobretudo em ilhas oceânicas e se alimenta ao longo de todo o litoral.

  • Tartaruga-cabeçuda: principal espécie que desova no continente
  • Tartaruga-verde: desova em ilhas oceânicas e se alimenta em todo o litoral, inclusive em Santa Catarina
  • Tartaruga-de-pente: desova concentrada no Nordeste
  • Tartaruga-oliva: desova concentrada em Sergipe e no norte da Bahia
  • Tartaruga-de-couro: a maior espécie, com desova regular no norte do Espírito Santo

As cinco espécies estão na lista nacional de espécies ameaçadas. A tartaruga-de-couro brasileira merece atenção especial: a população que desova no Espírito Santo é pequena, e qualquer evento de mortalidade concentrada, como um derramamento de óleo ou muitas capturas acidentais, pode ter efeito grande. A importância das tartarugas marinhas para o equilíbrio dos ecossistemas torna essa perda ainda mais séria.

Santa Catarina: uma área de alimentação importante

O litoral catarinense funciona como área de alimentação e corredor migratório. Tartarugas-verdes jovens procuram algas em costões rochosos, e outras espécies passam pela região em seus deslocamentos. A desova em Santa Catarina é rara.

Por isso, as ameaças que mais pesam aqui são as do mar: interação com a pesca, lixo, esgoto e degradação dos costões. A base do TAMAR em Florianópolis, na Barra da Lagoa, trabalha com educação ambiental, atendimento a animais encontrados na região e informação para moradores e visitantes.

O caso de sucesso da tartaruga-verde (Chelonia mydas): de ‘em perigo’ a ‘pouco preocupante’

A reclassificação global da tartaruga-verde pela IUCN em 2025 foi um marco: mostrou que décadas de proteção de praias de desova, redução da caça e mudanças na pesca dão resultado. A conservação funciona quando é contínua e baseada em dados.

Como a recuperação da tartaruga-verde aconteceu e o que ela ensina sobre conservação

A recuperação teve três frentes principais. A primeira foi a proteção das praias de desova em vários países, o que reduziu a coleta de ovos e a matança de fêmeas. A segunda foi a proibição do comércio internacional de produtos de tartarugas pela CITES, a convenção que regula o comércio de espécies ameaçadas. A terceira foi a adoção gradual de dispositivos de escape em redes de arrasto de camarão.

No Brasil, a tartaruga-verde desova principalmente em ilhas oceânicas, como Fernando de Noronha, Atol das Rocas e Trindade, e o trabalho do TAMAR ajudou a proteger essas populações. O caso ensina que proteção local, envolvimento das comunidades e combate ao comércio ilegal formam o caminho mais eficaz.

Por que a tartaruga-verde ainda não está completamente fora de risco

Apesar do avanço global, algumas subpopulações continuam em declínio, pressionadas pela pesca acidental e pela perda de pradarias marinhas. A categoria “pouco preocupante” não significa ausência de risco: significa que a espécie, somada no mundo todo, não atende mais aos critérios de ameaça, mas pode estar ameaçada em regiões específicas.

Outro problema é a fibropapilomatose, doença que provoca tumores em tartarugas-verdes jovens e é associada a ambientes costeiros degradados. O aquecimento global também pode reverter ganhos, ao desequilibrar a proporção entre machos e fêmeas. Preservar as tartarugas marinhas exige vigilância contínua, mesmo para espécies em recuperação.

O que está sendo feito para salvar as tartarugas marinhas no Brasil

O Brasil é referência em conservação de tartarugas marinhas, com trabalho que junta monitoramento de praias, educação ambiental, pesquisa e parceria com pescadores. Em Florianópolis, a base do TAMAR na Barra da Lagoa é a porta de entrada do tema para muitos turistas e moradores.

Projeto TAMAR: décadas de conservação e resultados concretos

Criado em 1980, o Projeto TAMAR atua hoje com a Fundação Projeto TAMAR e em parceria com o ICMBio. O trabalho cobre praias de desova e áreas de alimentação em vários estados, do Nordeste ao Sul. O modelo junta pesquisa, envolvimento das comunidades e geração de renda no litoral, uma combinação que manteve o projeto de pé por décadas. Números atualizados de filhotes protegidos e de bases estão no site oficial do TAMAR.

  • Proteção de ninhos nas principais praias de desova do país
  • Monitoramento de áreas de alimentação
  • Atendimento a animais encalhados ou feridos
  • Trabalho com pescadores para reduzir capturas acidentais
  • Educação ambiental em centros de visitantes e escolas

Um dos pontos mais citados do modelo é a contratação de moradores, inclusive antigos caçadores, como parte da equipe. Isso mudou a relação das comunidades com as tartarugas e inspirou projetos em outros países.

O papel das bases do TAMAR no Sudeste e no Sul

Além das praias de desova, o TAMAR mantém bases em áreas de alimentação, como Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, e Florianópolis. Nessas regiões o foco é diferente: acompanhar tartarugas que vivem ali, estudar a interação com a pesca, atender animais feridos por redes, hélices ou lixo e levar informação ao público.

Essas bases também funcionam como espaços de visitação. Quem passa por elas entende de perto que as ameaças do Sul e do Sudeste são, principalmente, as do mar: pesca, poluição e degradação costeira.

Pesquisa científica aplicada à proteção das tartarugas costeiras

Universidades e instituições de pesquisa brasileiras estudam ecologia, genética, saúde e migração das tartarugas. A telemetria por satélite, por exemplo, permite acompanhar rotas migratórias e identificar áreas críticas de alimentação. Necropsias de animais encalhados ajudam a medir o impacto do plástico e da pesca.

Esses dados alimentam políticas públicas e planos de manejo. O estudo da reprodução também é importante; o tipo de fecundação das tartarugas marinhas ajuda a entender a genética de populações pequenas e isoladas.

Legislação brasileira e acordos internacionais de proteção às tartarugas marinhas

No Brasil, a proteção legal se apoia na Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), que pune quem mata, persegue, caça ou comercializa animais silvestres sem autorização. As cinco espécies brasileiras estão na lista oficial de espécies ameaçadas, e o ICMBio coordena um Plano de Ação Nacional para a conservação das tartarugas marinhas.

No plano internacional, o Brasil participa da CITES, que restringe o comércio de tartarugas marinhas e seus derivados, e de acordos regionais de proteção. Esses compromissos exigem programas de monitoramento, proteção de habitats críticos e medidas para reduzir a captura acidental.

Como você pode ajudar a proteger as tartarugas marinhas

A conservação não depende só de governos e cientistas. Atitudes de consumidores, turistas e moradores do litoral têm efeito direto. Da redução do plástico à denúncia de crimes, cada ação soma.

Atitudes individuais que fazem diferença: consumo consciente e redução de plásticos

Reduzir o plástico descartável é uma das ações individuais mais úteis. Sacolas, canudos, copos e embalagens de uso único estão entre os itens encontrados em tartarugas mortas no litoral brasileiro. Trocar esses produtos por opções reutilizáveis diminui o lixo que chega ao mar por rios e bueiros.

  • Use sacolas retornáveis e recuse embalagens desnecessárias
  • Dispense canudos plásticos
  • Descarte corretamente redes, linhas e anzóis
  • Participe de mutirões de limpeza de praias
  • Prefira pescado de origem conhecida e pesca responsável

O consumo de pescado também importa, porque alguns tipos de pesca têm mais captura acidental. Apoiar pescarias artesanais de baixo impacto e perguntar a origem do peixe ajuda. Existem muitas formas de ajudar as tartarugas marinhas sem mudar toda a rotina.

Como denunciar pesca ilegal, tráfico de ovos e maus-tratos a tartarugas

Denunciar crimes contra a fauna marinha é um ato de cidadania. As denúncias podem ser feitas aos órgãos ambientais federais e estaduais e à Polícia Militar Ambiental do seu estado, que têm canais próprios, inclusive anônimos.

Ao presenciar uma infração, anote o local exato, a data, o horário e uma descrição do que viu; se for seguro, faça fotos ou vídeos. Não confronte os infratores. Para tartarugas feridas ou encalhadas, procure o serviço de resgate da região; os contatos estão no site oficial do TAMAR.

Turismo responsável: como observar tartarugas marinhas sem prejudicá-las

O turismo de natureza bem conduzido pode ajudar a conservação, gerando renda local e valorizando os ecossistemas. Mas a aproximação errada estressa os animais e altera o comportamento. Mantenha distância, não toque, não persiga, não ofereça comida e não use flash.

Em Florianópolis, quem vai à Barra da Lagoa pode conhecer a base do TAMAR e aprender sobre as espécies do litoral catarinense. A região também tem piscinas naturais na ponta sul da praia, o canal da Barra e a ponte pênsil, bons passeios para curtir a natureza com respeito. O turismo de natureza bem praticado transforma o visitante em aliado da conservação.

Perguntas frequentes sobre o desaparecimento das tartarugas marinhas

As tartarugas marinhas estão extintas ou ainda existem?

Não estão extintas. As sete espécies ainda existem, e a maioria está em alguma categoria de ameaça na Lista Vermelha da IUCN. A tartaruga-verde passou a “pouco preocupante” em nível global em 2025. O risco é maior para algumas populações regionais, como as tartarugas-de-couro do Pacífico. O nascimento das tartarugas marinhas é um processo frágil, e a sobrevivência dos filhotes depende da proteção das praias de desova.

Qual é a tartaruga marinha mais ameaçada de extinção no mundo?

A tartaruga-de-Kemp (Lepidochelys kempii) é considerada a mais rara e está classificada como criticamente em perigo. A tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata) também está criticamente em perigo, depois de uma queda forte causada pelo comércio do casco.

Qual é a principal causa do desaparecimento das tartarugas marinhas?

A pesca acidental é apontada pela comunidade científica como uma das principais causas de morte de tartarugas marinhas no mundo. Elas ficam presas em redes de emalhe, espinhéis e arrasto. No Brasil, a pesca de espinhel em alto-mar captura principalmente cabeçudas e tartarugas-de-couro. As tartarugas se afogam porque são répteis que respiram ar: presas debaixo d’água, não conseguem subir para respirar.

As mudanças climáticas realmente afetam o nascimento das tartarugas marinhas?

Sim. A temperatura da areia define o sexo dos filhotes: areia mais quente produz mais fêmeas, e mais fria, mais machos. Com o aquecimento, algumas colônias já produzem quase só fêmeas. A subida do mar e as ressacas mais fortes também alagam ninhos e erodem praias. O tipo de reprodução das tartarugas marinhas deixa essas espécies especialmente vulneráveis às mudanças do clima.

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adminartemis

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